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O Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação convida a todos para as defesas de mestrado e doutorado conforme dados abaixo:

Defesa de Doutorado

 

Aluno(a)  Helena Célia de Souza Sacerdote

Título: A mediação segundo Feuerstein e o uso da informação em educação on-line 

Data: 07/03/2018

Horário: 09h

Local: Sala 213 FCI

 

Composição da Banca:

 

Primeira Opção: Banca Examinadora de Defesa de Tese de Doutorado

Presidente: Ricardo Barros Sampaio

Membro Titular Externo à Universidade de Brasília: Maria Fabiana Damásio Passos

Membro Titular Externo: Andréia Mello Lacé

Membro Titular (vinculado ao PPGCINF): Kelley Cristine Gonçalves Dias Gasque

Membro Suplente: Jorge Henrique Cabral Fernandes

 

 

Resumo: 

O trabalho de pesquisa realizado e apresentado nesta tese investiga o processo de apropriação da informação e do conhecimento sob os aspectos da mediação e do comportamento informacional – uso da informação - de estudantes em um programa de pós-graduação lato sensu. O universo pesquisado foi o curso de Especialização em Gestão da Informação e Comunicação - CEGSIC 2012/2014 no seu ambiente on-line onde foram avaliadas as interações e a produção intelectual dos estudantes de maneira a traçar uma representação do atingimento dos objetivos de aprendizagem desse projeto educacional. A crescente demanda pela modalidade de cursos à distância e a evasão que se verifica, exigem que se busquem insumos quanto a gestão de projetos educacionais adequados para atender às necessidades desse público. Nesse sentido, considerando que a mediação pode contribuir para o aproveitamento acadêmico do estudante, objetivamos investigar a relação entre os conceitos de mediação da informação e mediação pedagógica e a existência de evidências de aprendizagem nas atividades pedagógicas depositadas no ambiente. Para isso, foi realizado em um primeiro momento uma revisão da literatura em ciência da informação e em educação; em seguida utilizamos a análise de redes sociais para analisar o diálogo educacional coletivo e individual dos estudantes; observamos o seu aproveitamento acadêmico e; pela instrumentalidade da análise de conteúdo utilizando o software Iramuteq observamos os registros dos seus textos e conceitos neles apresentados. Como resultado das atividades previstas se desenvolveu um modelo metodológico-ferramental possível de traçar representações de estados do conhecimento de estudantes em um ambiente on-line. Dentro das limitações do modelo e sob os aspectos analisados, os resultados sugerem que a mediação da informação e a mediação pedagógica são compatíveis. Além disso o curso apresenta algumas características que se assemelham àquelas favoráveis à modificação cognitiva segundo Feuerstein. Quanto ao diálogo educacional, os resultados sugerem que se for mais distribuído entre os participantes, há melhor aproveitamento individual e; quando há poucos atores proeminentes, apenas esses se beneficiam. Na análise de conteúdo (quantitativa e qualitativa) emergiram resultados de uso da informação que sugerem que as necessidades informacionais dos estudantes foram atendidas.

 

Palavras-chave: Comportamento informacional. Mediação. Uso da informação. Feuerstein. Educação on-line. Iramuteq. Análise de redes sociais.

Defesa de Mestrado

 

Aluno:  George Hideyuki Kuroki Júnior
Título: SOBRE UMA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO MULTIMODAL: Reflexões sobre uma proposta epistemológica

Data: 02/02/2018

Horário: 15h

Local: Sala 2130 FCI

 

 

Banca Examinadora de Defesa de Dissertação de Mestrado

Presidente: Cláudio Gottshalg-Duque

Membro Titular Externo ao PPGCInf: Antônio Marcos Alberti (Inatel/RS)

Membro Titular: Fernando William Cruz

Membro Suplente: André Porto Ancona Lopez

 

Resumo: O conceito de Arquitetura conjugado ao termo Informação ainda se apresenta como uma definição em construção. Ainda que a ideia de Arquitetura esteja relativamente pacificada, construir, adequar, moldar, ordenar a Informação aparenta ser atividade tão abstrata quanto a própria utilização da mesma. Ao longo dos últimos anos, o conceito de Arquitetura da Informação fora utilizado, de forma quase que exclusiva, em atividades relacionadas à produção de conteúdos eletrônicos: organização de conteúdo de sítios web, experiência de navegação em sítios web, desenho de interfaces gráficas para usuários de sistemas eletrônicos. Entretanto, a atividade de organizar os diversos estímulos de um Objeto que são expostos aos Sujeitos, técnicas Multimodais de comunicação (no sentido de tratar vários Modos de significar um Objeto) tornam os contextos de interpretação destes Sujeitos cada vez mais complexos, uma vez que a apresentação de várias opções para interpretação incide, fatidicamente, em diversas possibilidades de designação de relevância entre elas. Neste sentido, visamos neste trabalho adequar posicionamentos filosóficos e científicos a fim de definir um conceito de Arquitetura da Informação Multimodal, utilizando-se de Lógica Modal para construção do referido conceito.

 

Palavras-chave: Arquitetura da Informação, Multimodalidade, Lógica Modal.

Defesa  Mestrado

Aluno(a) Laysse Noleto Balbino Teixeira


Título: Acessibilidade do catálogo em linha para usuários com deficiência visual

Data: 28/02/2018

Horário: 9h

Local: FCI

 

Composição da Banca:

 

Terceira Opção: Banca Examinadora de Defesa de Dissertação de Mestrado

Presidente: Dr.ª Ivette Kafure Muñoz

Membro Titular Externo ao PPGCInf: Dr.ª Candice Aparecida Rodrigues Assunção

Membro Titular: Dr.º Murilo Bastos da Cunha

Membro Suplente: Dr.ª Eliane Braga de Oliveira

 

Resumo: O avanço tecnológico trouxe consideráveis benefícios para vários aspectos da sociedade e a informação obteve cada vez mais valor com a sua disponibilização e disseminação. O catálogo público de acesso em linha (OPAC) é um reflexo desse avanço no âmbito da biblioteca, pois automatizou seus processos e possibilitou aos usuários possuírem a informação em qualquer tempo e lugar. No entanto, é imprescindível que este sistema esteja acessível a todos, inclusive às pessoas com deficiência. Esta dissertação consiste em um estudo de usuários, com propósito descritivo, de concepção pragmática e abordagem metodológica qualitativa com o intuito de verificar a acessibilidade digital do OPAC por meio de técnicas de entrevistas e de observação da tarefa. Para isso foram levantados os dados sociodemográficos dos usuários e as suas percepções do OPAC, também foi realizada uma tarefa de interação e, posteriormente, uma investigação das suas percepções quanto à acessibilidade após a interação. Contudo, este estudo visa levantar a questão de acessibilidade digital do OPAC para pessoas com deficiência visual na Ciência da Informação e em outras áreas e campos de pesquisa.

 

Palavras-chave: estudo de usuários; usuário com deficiência visual; acessibilidade digital; OPAC; catálogo em linha.

Defesa de Mestrado

 

Aluno(a): Andrea Heloiza Goulart

Título: Adolescência, Internet e Práticas Informacionais

 

Data: 23/02/2018

Horário: 09h

Local: FCI

 

Composição da Banca:

 

Banca Examinadora de Defesa de Dissertação de Mestrado

Presidente: Profa. Dra. Ivette Kafure Muñoz

Membro Titular Externo ao PPGCInf: Profa. Dra. Laércia Abreu Vasconcelos

Membro Titular: Prof. Dr. Murilo Bastos da Cunha

Membro Suplente: Profa. Dra. Eliane Braga de Oliveira

 

Resumo: Os adolescentes atuais utilizam intensivamente a internet e os recursos tecnológicos, tanto para buscar e compartilhar informações, como para se relacionarem com outras pessoas. Com isso, desenvolve-se um estudo de usuários da informação, ancorado no paradigma social descrito por Capurro (2003), com o intuito de analisar as práticas informacionais dos adolescentes na internet, levando em consideração o contexto social em que estão inseridos. A fim de alcançar o objetivo, a pesquisa adota uma abordagem interdisciplinar e, além de apresentar base teórica da Ciência da Informação, emprega conceitos da Comunicação Social, da Análise do Comportamento e da Psicologia Social. O estudo adota uma concepção pragmática e utiliza a estratégia de investigação dos métodos mistos. Os procedimentos metodológicos baseiam-se no levantamento, no Discurso do Sujeito Coletivo e no estudo comparativo. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com adolescentes e adultos do Distrito Federal.

Palavras-chave: Adolescência. Internet. Estudo de usuários. Práticas Informacionais. Estudos de Recepção. Análise do Comportamento. Representações Sociais.

Defesa de Doutorado

 

Aluno(a): Juliana Rocha Faria Silva
Título:  
Diretrizes para organização de informação musical brasileira

Data: 13/12/2017

Horário: 14h

Local: Sala de reuniões do PPGCINF

 

Composição da Banca:

Presidente: Prof. Dr. Fernando William Cruz

Membro Titular Externo: Prof. Dra. Martha Tupinambá de Ulhôa (UNIRIO)

Membro Titular Externo: Profa. Dra. Marisa Bräsher Basílio Medeiros (UFSC)

Membro Titular (vinculado ao PPGCINF): Profa. Dra. Lillian Maria A. de Rezende Alvares

Membro Suplente: Edilson Ferneda (MGCTI/UCB)

 

Resumo:

A música enquanto expressão de uma cultura nacional de um país absorve os elementos da cultura local que servem de referência ao artista no momento em que concebe a sua arte. Esses elementos esclarecem, principalmente, aspectos da produção intelectual e da maneira como essa produção é compartilhada, ou seja, quais os meios são escolhidos para a divulgação de uma música de caráter nacional. Nesta tese, toma-se a música brasileira como estudo em razão da pesquisadora ser uma intérprete e ouvinte nativa. A imersão em uma cultura traz uma perspectiva mais profunda na compreensão da trama que envolve música e cultura talvez porque o nativo não esteja limitado apenas às experiências estéticas provenientes do fenômeno puramente sonoro, ele vivência ou conhece, com certa proximidade, aspectos extramusicais que explicam a organização dos sons por atores que vivem em determinado local e época, têm influências de pessoas à sua volta e escolhem estilos ou gêneros musicais como referência dessas influências.

                A organização da informação interessa à Ciência da Informação que orienta o uso de modelos conceituais na atualidade. Esses modelos apoiam-se no planejamento de sistemas (que organizam a informação) a partir da perspectiva de uma arquitetura sob a visão ontológica dos objetos informacionais. A música é um desses objetos e têm sido discutida com certa frequência nos últimos anos, no que concerne à organização da sua informação. No entanto, apesar do interesse na informação musical, percebe-se uma tendência em adaptar iniciativas internacionais que foram desenvolvidas a partir do referencial de outras tradições musicais. Historicamente, desde as primeiras discussões em 1951, essas iniciativas são concebidas na perspectiva de uma representação gráfica dos sons musicais, ou seja, por meio dos registros escritos em manuscritos ou partituras impressas. 

                Por essas razões, esta tese, ao propor diretrizes para a organização da informação musical, toma como ponto de partida o entendimento da arquitetura do objeto informacional e entrevista músicos profissionais brasileiros, proeminentes no cenário nacional e internacional, por considerá-los especialistas capazes de mapear o domínio dessa música como produto da cultura brasileira. Cotidianamente, eles desenvolvem suas atividades que envolvem a composição, o arranjo, a interpretação, a produção e a gravação de música brasileira. Adota-se a groundtheory para a análise do domínio da música brasileira porque suas técnicas dão conta da complexidade que envolve o domínio da cultura.

                Os resultados, confrontados com as iniciativas que organização a informação musical sob o viés da modelagem conceitual, apontam que (i) a distinção de pelo menos quatro grandes classificações da música brasileira – artística, folclórica ou regional, popular elaborada e popular comercial – e os diferentes eventos que envolvem a criação intelectual e as distintas formas de divulgação dessa criação; (ii) a compreensão de obra e de expressão, encontrados a partir da música popular e elaborada, em que a obra inclui encontrar a composição original ou a mais próxima dessa original e o arranjo é a única expressão manifestada nas gravações (ambas são dificilmente registradas em partituras que servem apenas de guias); (iii) os gêneros brasileiros, pertencentes em geral à música popular, sejam percebidos a partir da história que envolvem os eventos do registro (a gravação); e (iv) os atores que fazem parte da produção até o registro devem ser conhecidos a partir das suas trajetórias contadas a partir das suas músicas e as relações delas com referência à outras músicas e as influências de outras pessoas que caracterizam o estilo individual de cada artista. Sugere-se que a música brasileira com profundas raízes culturais não esteja tão bem representada do ponto de vista de uma arte superior ou erudita baseada no registro escrito e de outra inferior ou popular de tradição oral e de registro gravado. Palavras-chave: música e cultura brasileiras, organização e representação da informação musical, modelos conceituais

Relatório de Mestrado

 

Aluno(a): CARLOS EDUARDO LACERDA VEIGA

Título: MAPEAMENTO DO ECOSSISTEMA INFORMACIONAL: UM ESTUDO DA ADMIINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL – O CASO DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO

 

Data: 07/12/2017

Horário: 10h

Local: sala de reuniões do PPGCINF

 

Composição da Banca:

 

Presidente: Renato Tarciso Barbosa de Sousa

Membro Titular Externo ao PPGCInf: Rafael Timóteo de Sousa Junior (FT/UnB)

Membro Titular: Rogério Henrique de Araújo Júnior

Membro Suplente: Eliane Braga de Oliveira 

Defesa de Mestrado

 

 

 

Aluno(a): Karolina Vieira da Silva Bastos
Título:  
Os desafios encontrados no acesso à informação digital por pessoas com deficiência visual

Data: 01/12/2017

Horário: 9h

Local: Sala 120

 

Composição da Banca:

Presidente: Ivette Kafure (orientador)

Membro Titular Externo ao PPGCInf: Candice Aparecida Rodrigues Assunção

Membro Titular: Murilo Bastos da Cunha

Membro Suplente: Eliane Braga de Oliveira

 

Resumo:

Este trabalho apresenta estudo cujo o objetivo geral é identificar os desafios de acesso a informação enfrentados pelas pessoas com deficiência visual na interação com os ambientes informacionais digitais. Contextualiza a pesquisa a partir da deficiência visual, estudos de usuários orientados à pessoa com deficiência visual, Tecnologia Assistiva para pessoas com deficiência visual e acessibilidade digital. Desenvolve como método de pesquisa o levantamento com técnica de entrevista, utilizando como instrumento o roteiro semiestruturado, para coletar dados sobre o público alvo e suas preferências, seus pensamentos e seus comportamentos. Com a análise da pesquisa averiguou-se que a inserção dos recursos digitais trouxe benefícios para a vida da pessoa com deficiência visual. Entretanto, dificuldades também foram identificadas. Espera-se com a pesquisa que haja percepção e adoção do desenvolvimento de interfaces e recursos digitais mais inclusivos e democráticos para que a pessoa com deficiência visual possa ter acesso pleno à informação, a partir da compreensão de suas experiências, necessidades e percepções, permitindo assim aperfeiçoar a sua interação com o ambiente digital.

 

Palavras-chave: Acessibilidade informacional. Deficiência visual. Estudo de usuário. Fatores na interação com a informação. Tecnologia Assistiva.

Defesa de Doutorado

 

 

 

Aluno(a): ALUF ALBA VILAR ELIAS


Título:
ARQUIVO, VERDADE E O PROCESSO DE TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA NO BRASIL: o legado da Comissão Nacional da Verdade para a ampliação da discussão epistemológica arquivística

Data: 30/11/2017

Horário: 14h30

Local: Auditório FCI

 

Composição da Banca:

 

Presidente: Profa. Dra. Georgete Medleg Rodrigues (UnB/PPGCINF)

Membro Titular Externo à Universidade de BrasíliaProfa. Dra. Rosana Corrêa Tomazini (Relações Internacionais Universidade Católica de Brasília-UCB)

Membro Titular Externo ao PPGCINF: Profª. Drº Maria Cecília Pedreira de Almeida (IH/Filosofia/UnB)

Membro Titular Interno: Profa. Dra. Eliane Braga de Oliveira (UnB/PPGCINF)

Membro Suplente: Prof. Dr. Rodrigo Rabello (UnB/FCI)

 

 

Resumo:

A história recente da América Latina foi fortemente marcada pelo período ditatorial na segunda metade do século XX. No Brasil, o golpe de 1964 impôs o início do Regime Militar, que perdurou oficialmente 21 anos, entre o período de 1964 a 1985. Com o fim do Regime Militar, no bojo de experiências similares compartilhadas por outros países, o Brasil dá início tardiamente, como alguns consideram, ao processo de implantação de uma justiça de transição que, em linhas gerais, é o conjunto de ações jurídicas e políticas que marcam a passagem de um regime autoritário/ditatorial para um regime democrático. Em 2004 o Conselho de Segurança da ONU publica um documento onde tece, entre outras, considerações acerca do que seria o processo de justiça de transição. 

Um dos mecanismos adotados no processo de transição democrática é o estabelecimento das Comissões Nacionais da Verdade, sendo a primeira experiência do em Uganda, na África, em 1974. No Brasil, a Comissão Nacional da Verdade foi instalada em maio de 2012 e concluiu seu relatório final em 2014. Nesse contexto, os arquivos, como instrumentos de prova ou indício, estiveram presentes, seja para esconder, seja para revelar. Partindo do pressuposto segundo o qual a informação arquivística reflete e fornece elementos à construção de uma racionalidade estatal, os arquivos, como conjuntos documentais ou como agências do aparelho do Estado, constituem mecanismo de sua legitimação e agências do poder simbólico. O problema da pesquisa   consiste em pensar a questão dos arquivos  “instituição” ou “conjuntos documentais permeada por fatores políticos, regidos por disputas, que podem incidir no ordenamento que as revelam ou omitem pela transparência ou opacidade do Estado e, assim, abordar a relação entre os arquivos e o processo de justiça de transição democrática, tendo como foco as ações empreendidas pela Comissão Nacional da Verdade e os usos dos arquivos, bem como o legado da Comissão aos arquivos públicos brasileiros. O objetivo geral é investigar a relação entre as formas de verdade, os arquivos e o processo de justiça de transição democrática no Brasil, tendo como foco as ações empreendidas pela Comissão Nacional da Verdade e os usos dos arquivos, bem como o legado da Comissão Nacional da Verdade na ampliação da discussão do campo epistemológico arquivístico. A metodologia é qualitativa e exploratória e consistiu, numa primeira etapa, no levantamento e análise bibliográfica e documental, na composição do caminho argumentativo e na construção e delineamento do objeto, bem como, em segunda etapa, na aplicação da Análise do Discurso (AD) de linha francesa para identificação e análise do relatório final da Comissão Nacional da Verdade.

 

 

Palavras-chave: Arquivos. Verdade. Processo de Transição. Comissão Nacional da Verdade.

Defesa de Doutorado

 

 

 

Aluno(a): ALESSANDRA RODRIGUES DA SILVA


Título:
A dimensão discursiva da Organização do Conhecimento na Ciência da Informação brasileira

Data: 28/11/2017

Horário: 14h30

Local: Sala 148 da BCE

 

Composição da Banca:

Presidente: Dulce Maria Baptista – PPGCI/Unb

Membro Titular Externo à Universidade de Brasília: Carlos Alberto Ávila Araújo – PPGCI/UFMG

Membro Titular Externo: Carmem Jená Machado Caetano – PPGL/Unb

Membro Titular (vinculado ao PPGCINF): Cláudio Gottschalg Duque – PPGCI/Unb

Membro Suplente: Renato Tarciso Barbosa de Sousa – PPGCI/Unb

 

 

Resumo:

 

O conhecimento que desde a Antiguidade Clássica é objeto de discussões e teorias diversas e, em meados do século XVII, passa a ser visto como objeto da ciência enquanto referencial de sua busca pela verdade, torna-se, a partir de meados do século XX, fator determinante na constituição socioeconômica da sociedade. Isso se deve, em parte, às mudanças na base material da sociedade – de economia de capital para economia da informação e do conhecimento. São mudanças relacionadas à nova configuração do capitalismo na qual a linguagem torna-se elemento saliente nas práticas sociais contemporâneas (CHOULIARAKI; FAIRCLOUGH, 1999), caracterizadas pela circulação de formas simbólicas. A Organização do Conhecimento (OC) é a área que se ocupa, primordialmente, das representações do conhecimento, sendo abordada em diversos campos do saber, como a Filosofia, Linguística, Computação, Lógica, Biologia, Sociologia, entre outros, mas que possui forte desenvolvimento na Biblioteconomia e na Ciência da Informação (CI). No Brasil, a CI é desenvolvida enquanto área de ensino e pesquisa em nível de pós-graduação stricto sensu – mestrado e doutorado, já que não há uma graduação específica na área. Várias universidades do país oferecem os cursos citados por meio dos programas de pós-graduação, nos quais a OC, dada a centralidade que ocupa na CI, é abordada. Nesse contexto, observa-se o surgimento de estudos com enfoque na OC enquanto área de pesquisa e ensino, e que sendo uma área integrante das ciências sociais, tem se valido de propostas teóricas e metodológicas da Análise do Discurso (AD) para a realização de estudos nacionais e internacionais. A AD possibilita uma visão ampla de ‘texto’ o que converge para melhor compreensão dos registros informacionais e, consequentemente, para o entendimento da informação como um elemento social. Acredita-se que os estudos de cunho linguístico e discursivo na CI podem ser ampliados e aprofundados por meio da utilização de outras abordagens relacionadas à AD, sobretudo aquelas caracterizadas como críticas as quais se apropriam tanto dos aspectos linguísticos quanto daqueles relacionados à análise e crítica social. Uma abordagem de AD que possibilita essa leitura é a Análise de Discurso Crítica (ADC), de linha britânica, abordada, em especial pelo pesquisador, Norman Fairclough. A ADC compreende a linguagem como parte irredutível da vida social e considera que “as práticas discursivas em mudança contribuem para mudar o conhecimento” (FAIRCLOUGH, 2001, p. 27) que, por sua vez, também modifica e é modificado pelas práticas sociais. Considerado esse cenário, temática central dessa pesquisa, explora-se a possibilidade de se compreender aspectos relacionados à dimensão discursiva da OC, isto é, uma análise crítica, orientada por questões linguísticas e sociais, de como as representações em torno da OC têm sido construídas na CI brasileira. Para realização do estudo, em nível empírico, o foco centrou-se nas representações referentes à OC presentes nas áreas de concentração e linhas de pesquisa dos programas de pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) brasileiros e nos grupos de pesquisa a eles vinculados. Foram selecionados quatro programas de pós-graduação e onze grupos de pesquisa. A fonte de informações consistiu em textos disponíveis nas páginas da internet dos programas e em dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Em nível teórico, se buscou aportes na literatura da CI, em especial trabalhos voltados para a OC e suas diversas frentes de estudo, com destaque para a abordagem de Hjorland. Também se deu ênfase à ADC, sobretudo ao significado representacional da linguagem, que se refere aos discursos. Estes correspondem a diferentes formas de representar aspectos do mundo – processos, relações e estruturas do mundo material; pensamentos, sentimentos e crenças do mundo mental; identidades e relações do mundo social. Por meio da análise do universo textual selecionado emergiram três categorias de análise: vocabulário e significado da palavra, interdiscursividade e representação de atores sociais. Os principais resultados alcançados indicam que a OC está representada por meio de entidades heterogêneas, o que não nos permite identificar um discurso da área de modo absoluto e homogêneo, mas diferentes discursos que emanam do próprio caráter interdisciplinar que lhe subjaz. Além disso, as práticas de mediação circunscritas nos estudos, processos e práticas relacionados à Organização do Conhecimento são compreendidas como relações de controle que a área exerce em relação aos domínios do conhecimento que se propõe a organizar. Nesse sentido, quando mais dialógicas e colaborativas esas práticas venham a ser exercidas, mais flexíveis e inclusivas tendem a ser as relações sociodiscursivas que promovem.

Palavras-chave: Conhecimento. Representação. Discurso. Programas de pós-graduação em Ciência da Informação. Análise de Discurso Crítica.

Qualificação de Doutorado

 

 

Aluno(a): ANDRÉ LUIZ VALENÇA DA CRUZ
Título:  
Análise de crédito e inteligência competitiva: competências requeridas ao analista de crédito bancário como profissional de inteligência

Data: 10/11/2017

Horário: 14h30

Local: Sala de reuniões do PPGCINF

 

Composição da Banca:

Presidente: Rogério Henrique de Araújo Júnior

Membro Titular Externo ao PPGCInf: Ricardo Matos Chaim

Membro Titular Interno ao PPGCInf: Dulce Maria Baptista

Membro Suplente: Renato Tarciso Barbosa de Sousa

 

 

Resumo:

 

Trata do estudo das similaridades entre as competências do analista de inteligência competitiva e do analista de crédito no processo de tomada de decisão em uma instituição financeira bancária, bem como a proposição de um modelo de competências essenciais e emergentes do analista de crédito em um banco. Com base nos trabalhos de diversos autores que tratam da inteligência competitiva foram estudadas as características do analista de inteligência e sua vinculação com o processo decisório em organizações, passando pelo processo de utilização de fontes de informação.  Da análise do trabalho do analista de crédito bancário revelaram-se semelhanças entre as suas atividades e as do profissional de inteligência. Tais achados aliados aos conceitos clássicos de competência, levaram à definição de competências essenciais demandadas ao profissional de inteligência competitiva e ao analista de crédito bancário. A metodologia da pesquisa deu-se com a escolha das abordagens quantitativa e qualitativa e a análise conjunta dos achados, a fim de minimizar as desvantagens específicas de cada etapa da investigação e, ao mesmo tempo, a abordagem de diversos atores do processo de análise de crédito. Assim, serão colhidas as percepções dos próprios analistas, de seus selecionadores e dos tomadores de decisão. A partir da análise conjunta dos achados, será elaborado um perfil de competências desejado ao analista de crédito, baseado nas competências requeridas ao profissional de inteligência.

Palavras-chave: Gestão da informação; Inteligência competitiva, Competências profissionais, Analista de crédito; Processo de análise de crédito.