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    • 26, Junio - 2026
    • 09:00
    • DEFESA DE DOUTORADO
    • Título
    • Visibilidade, informação, poder: do dispositivo de musealidade à estabilização do futuro como imagem pública
    • Aluno
    • Ingrid Engel Alves dos Santos.
    • Orientador
    • Dr. Clovis Carvalho Britto
    • RESUMO
    • DEFESA DE DOUTORADO

      DISCENTE: Ingrid Engel Alves dos Santos.

      TÍTULO: Visibilidade, informação, poder: do dispositivo de musealidade à estabilização do futuro como imagem pública

      HORÁRIO E DATA: 26/06/2026, às 09:00.

      COMPOSIÇÃO DA BANCA:

      Dr. Clovis Carvalho Britto - Presidente - (PPGCINF/UnB)

      Dra. Ana Lúcia de Abreu Gomes - Membro Titular Interno à UnB - (PPGCINF/UnB)

      Dra. Maria Cristina Oliveira Bruno - Membro Titular Externo (USP)

      Dr. Carlos Henrique Juvêncio da Silva - Membro Titular Externo (UFF)

      Dra. Deborah Silva Santos – Membro Suplente (PPGCINF/UnB)

      LOCAL DA REALIZAÇÃO DA BANCA: Presencialmente na sala 2013 e remoto pelo MS Teams https://teams.microsoft.com/meet/241996953472075?p=rEv2tvvMuesSRzkL6e

      RESUMO: A tese investiga a emergência contemporânea de museus orientados ao futuro a partir da formulação do conceito de dispositivo de musealidade. A pesquisa parte da evidência de que o futuro passou a ocupar posição central em determinadas práticas museais contemporâneas, deixando de funcionar apenas como horizonte implícito da preservação para tornar-se objeto de visibilidade, experiência e mediação pública. O estudo concentra-se principalmente no Museu do Amanhã, localizado na cidade do Rio de Janeiro, tomando o Futurium, em Berlim, e o Museum of the Future, em Dubai, como casos comparativos. O referencial teórico articula contribuições de Michel Foucault, Gilles Deleuze, Krzysztof Pomian e Zbyněk Z. Stránský, em diálogo com conceitos da Museologia, da Ciência da Informação e dos estudos sobre temporalidade. A partir da noção foucaultiana de dispositivo, os museus são compreendidos como redes heterogêneas de práticas, arquiteturas, discursos, tecnologias e estratégias de legitimação capazes de produzir formasespecíficas de experiência temporal. A tese amplia a noção de musealidade para além dos objetos materiais, permitindo compreender a musealização contemporânea de cenários, dados, projeções, riscos e imagens de futuro. Metodologicamente, a tese articula leitura genealógica de arquiteturas, análise discursiva, análise expográfica e investigação documental. O percurso analítico examina o entorno urbano e arquitetônico do Museu do Amanhã, as dramaturgias expográficas dos museus analisados e sua inserção em infraestruturas globais de produção e circulação de imaginários do futuro. A pesquisa demonstra que os museus orientados ao futuro participam da constituição de um regime contemporâneo de visibilidade no qual o porvir é convertido em experiência pública, informação circulável e campo de intervenção política. A tese propõe, assim, o conceito de dispositivo de musealidade como ferramenta analítica para compreender as formas pelas quais os museus contemporâneos participam da produção de imagens públicas de futuro.